segunda-feira, 15 de abril de 2013

Operação do MP investiga de venda de CNH a superfaturamento de shows.

Venda de carteiras de habilitação para dirigir ônibus e caminhões, venda de certificado para transportar cargas perigosas sem realização de cursos, prefeituras suspeitas de superfaturar shows de nomes conhecidos da música brasileira, como do Fábio Jr., Zezé di Camargo e Luciano e a Banda Cheiro de Amor.

Um empresário do ramo artístico que gerencia a carreira de outros grupos musicais e que foi preso na semana passada confessou que funcionários públicos desviavam dinheiro das apresentações. “Eu até errei, sei disso, por ter sido conivente com a situação, mas esse dinheiro não era meu. Eu devolvia a diferença”, diz.
Esses e outros casos vieram a público todos juntos, na terça-feira passada, Dia Nacional de Combate à Corrupção. Ao todo, o desvio de dinheiro é estimado em R$ 1 bilhão. Nos 13 estados onde aconteceu a operação contra a farra com dinheiro público, 101 pessoas foram presas.
Coordenada por promotores que integram o grupo de combate a organizações criminosas, uma megaoperação foi desencadeada em 13 estados.
Fantástico mostrou, com exclusividade, detalhes das investigações da megaoperação.
Em GaranhunsPernambuco, quatro acusados foram presos na sala do Ministério Público. Entre eles, está Maria Emília Pessoa, ex-diretora do Hospital Dom Moura, o principal da região. Segundo as investigações, até o dinheiro para comprar remédios era desviado.
Ao MP, um homem disse que vendeu documentos pessoais por R$ 600 para que o grupo montasse uma empresa de fachada.  “Nunca fomos [os donos da empresa]. Na verdade, nos foi dado R$ 600”, diz o marceneiro Jeferson Manoel da Silva.
Segundo os promotores, o grupo nem se preocupava em disfarçar o desvio do dinheiro público. Cheques de supostos fornecedores iam direto para a conta da quadrilha. Os promotores já identificaram 62 cheques desviados, que somam quase R$ 170 mil.

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