quinta-feira, 9 de maio de 2013

PF desarticula bando que clonava cartões de banco.

Uma investigação realizada pela Polícia Federal (PF), que teve início em janeiro do ano passado, resultou, ontem, no cumprimento de 14 mandados de prisão preventiva, quatro de temporária e 20 de busca e apreensão. A ´Operação Príncipe Imperial´ teve como objetivo desarticular uma quadrilha de clonadores de cartões. Os mandados foram cumpridos na Capital cearense, em Crateús (354Km de Fortaleza) e também em unidades prisionais localizadas na RMF.

Na manhã de ontem, o delegado Ricardo Matias e o superintendente da PF/CE, Renato Muzy, apresentaram o resultado da investigação FOTO: KLÉBER GONÇALVES

Os bandidos apontados como chefes do bando já estavam recolhidos às CPPLs, no entanto não foi divulgado em quais. Um funcionário da Caixa Econômica Federal (CEF), da agência no Conjunto Ceará, foi preso. De acordo com as investigações, ele facilitava as ações do ´cartãozeiros´.

Ostentação

O delegado Ricardo Matias, coordenador do Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos (GRCC), lembrou que a quadrilha é muito numerosa e cada núcleo tem seus respectivos chefes. As investigações da PF começaram quando os bandidos passaram a ostentar riqueza. Quando era indagada sobre o motivo de estarem ganhando tanto dinheiro, a maioria dizia que estava trabalhando com compra e venda de veículos. "Outros tinham estabelecimentos comerciais, mas tudo de ´fachada´. Eram usados para lavagem de dinheiro", frisou o delegado da PF.

Um dos acusados usava três carteiras de habilitação, todas com nomes diferentes. Os agentes da PF ainda investigam se os membros da quadrilha têm envolvimento com homicídios.

O grupo agia, além do Ceará, em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás. Não está descartada, entretanto, a possibilidade de os criminosos agirem em outros Estados. O superintendente regional da PF, delegado Renato Casarini Muzy, salientou que esses fraudes eletrônicas vitimaram, na maioria dos casos, a CEF. No ano passado, os bancos tiveram prejuízo de mais de a R$ 1,5 bilhão com os golpes. 


DN

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