quarta-feira, 13 de abril de 2016

Sindicato do RN se reestrutura e pode promover ataques a autoridades


O diretor da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, Ivo Freire, não foi baleado durante uma tentativa de assalto, mas sim em um atentado contra sua vida que teria sido ordenado pelo Sindicato do Crime do RN, organização criminosa que atua no estado e tem seu quartel general sediado no próprio presídio. Quem afirma isso é um interno da unidade, Antônio Fernando de Oliveira, mais conhecido como Pai Bola.
Prática comum no presídio, considerado de segurança máxima, o detento teve acesso a um aparelho celular e fez uma ligação para o radialista Damião Oliveira, da cidade de Jucurutu na noite de segunda-feira (11). Em entrevista que durou aproximadamente 15 minutos, Pai Bola fez revelações sobre a nova estrutura do Sindicato do Crime, alterada depois que os antigos líderes da facção criminosa foram transferidos para Rondônia.
Segundo ele, os novos comandantes passaram a ordenar mortes dentro e fora do presídio em cidades como Natal, Mossoró, Caicó e no estado vizinho da Paraíba. Entre os que estão “marcados para morrer”, estão o juiz de execuções penais Henrique Baltazar; Dinorá Simas, diretor do Presídio Provisório da Zona Norte; e o diretor de Alcaçuz, Ivo Freire.
O próprio Pai Bola estaria também na lista. Por isso, segundo ele, o desejo de procurar a imprensa. “Foi decretado pelo Sindicato que eu vou morrer”, diz. Outro plano do grupo, segundo ele, é incendiar postos de combustíveis da capital. “Eles estão achando que mandam no estado, que todo mundo perdeu para eles já. E o que eu estou vendo é isso mesmo. O Sindicato está pintando e bordando aqui dentro de Alcaçuz”, diz o detento, que está preso há doze anos.
Novo Jornal/via Robson P.

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