segunda-feira, 9 de maio de 2016

Muito orgulho’, diz ex-seringueira que formou 11 filhos no Acre.

Ou colocava todos na escola ou não colocava nenhum', diz Marlene Maciel.
Dos 14 filhos ainda vivos apenas um não concluiu o ensino superior.

União fez com que parte dos filhos da aposentada escolhessem carreiras similares (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)
União fez com que parte dos filhos da aposentada escolhessem carreiras similares (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)Quando os filhos da ex-seringueira Marlene da Costa Maciel, de 59 anos, começaram a crescer, ela e o marido não titubearam. Abandonaram a vida no Seringal Extrema, no Rio Moa, interior do Acre e se mudaram para uma propriedade rural no Ramal Macaxeiral, na zona rural do município de Cruzeiro do Sul. O objetivo do casal era permitir que os filhos pudessem estudar e ter melhores oportunidades.Embora o marido dela, morto em dezembro de 2015, não tenha vivido o bastante para ver todos formados, o plano deu certo. Dos 14 filhos ainda vivos do casal, nove homens e cinco mulheres, apenas um não ingressou em um curso de ensino superior. Onze deles possuem formação acadêmica e outros dois estão concluindo suas faculdades.

As áreas de formação que os “meninos e meninas” de dona Marlene escolheram são diversas. Tem assistência social, letras, educação física, enfermagem, ciências contábeis, biologia, engenharia florestal, pedagogia e até medicina. Ela conta que o caminho para chegar lá, contudo, foi cheio de dificuldades.

“Meu marido dizia que ou colocava todos na escola ou não colocava nenhum. Plantamos muita roça para fazer farinha. Quem estudava de manhã trabalhava à tarde e quem estudava à tarde trabalhava pela manhã. Quem estudava à tarde saía de casa às 10h30 e só chegava às 20h”, lembra a mulher, hoje aposentada.
fonte:g1 



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